domingo, 15 de junho de 2008

Panis, Circensis et... música boa?

De um lado ouvimos batuques alucinantes, de outro, ritmos eletrônicos que parecem já vir com luzes de boite embutidas, há também os riffs e solos cheios de sentimentalismo e as letras sobre bebedeiras e coisa e tal.
Não importa o que você mais gosta. Importa que música é música! Tudo bem se você gosta de forró universitário e seu vizinho do POP dos anos 80. Gosto musical variado não é o problema, o que atrapalha o cenário da música atual é justamente a falta de novidade e qualidade.
A música do século XXI não tem o mesmo sabor de originalidade que houve ao longo dos anos 60 e 70, por exemplo. Nesta época, o Brasil contava com sons psicodélicos e cheios de experimentalismo, com grupos como Os Mutantes, Secos e Molhados e A Bolha, além de “macacos velhos” como Caetano Veloso e Gilberto Gil, que já haviam assustado a massa conservadora da época com a Tropicália. Além disso, o brasileiro ainda podia se esbaldar com a Jovem Guarda de Roberto e Erasmo Carlos e com a sinceridade da Bossa Nova de Tom Jobim. Eram tempos de glória para o Brasil, afinal, o país estava modelando uma cultura permanente.
E hoje, o que temos tão pitoresco? No cenário popular temos alguns nomes de sucesso em cada estilo musical que se ouve no país. Suficiente? Talvez não. Não basta termos músicos que fazem sempre a mesma coisa e que são reconhecidos por isso. Existem bandas e cantores de qualidade no país, mas estes preferem ficar no anonimato ou no cenário “discreto” da música. Muitos músicos iniciam suas carreiras com muita qualidade e ao receberem o prestígio da fama acabam por ficar na mesmice, por medo de serem esquecidos. É por isso que a qualidade do que se ouve nos anos 2000 vai de mal a pior: os músicos, em sua maioria, não se preocupam em tentar acostumar os ouvidos dos desacostumados com melodias de qualidade, como se fazia há algumas décadas. É muito mais fácil “criar” aquilo que é fácil de engolir e não pede por mais de dois plays para grudar na memória feito chiclete duro!
Como já foi dito, gosto musical não se discute, mas a qualidade do que está sendo feito... ah, isso se discute sim! Afinal, já dizia a musa inspiradora dos teens do Brasil, “é ou não é pra chorar, é ou não é pra.. diz você!”.
Créditos ao Jean! (Foi ele quem me apresentou a banda A Bolha e que contribuiu com informações importantes! - Gracias)

5 comentários:

michelito disse...

rsrsrsrs... O que vem a ser forró universitário?! É um tipo de forró com diploma de bacharel?! rsrsrsrs... é tanta salada musical q sinceramente nem sei...

Penso q tb poderia ser incluídas as músicas dos anos 80... tem mta jóia no meio de tanto joio...saca?!

(ah... e te ver tb é uma coisa simplesmente espetacular!)

Qto aos cachos... vc viu sim... eu estava com creme... algumas pessoas perceberam a diferença... outras não... mas o que importa é que meu pixaim agora tem balanço... eeeeeeeeee!!! rsrsrsrs

=)

amo-te!

Jaq Gimenes disse...

Estava pensando neste artigo.
Pensando em me emprenhar com o Digalá, exclusivamente para que ele seja publicado.
rs!

Mas fico contente de vê-lo aqui!
*o:

nina percheron disse...

Eu tenho a música como algo muito importante em minha vida. não canto, nao faço composições e nem nada do gênero, mas ela sempre me acompanhou em minha vida, em todos os momentos.
vc disse, algo que eu venho pensando a muito tempo. e como essa "musica" vem regredindo! caracólis!

* o sarcasmo do seu finalzinho foi muito bom! é ou não é pra chorar? é!

beijos! legal vc aqui!
adorei os videos! ;*

Thaís Fronczak disse...

vc sabe que eu amo música, mas sabe tbm que sofro do meu disturbio musical!rs
mas mesmo assim, não sei se choro de emoção ou de desespero com algumas composições atuais!
^^
inté!
;*

Forte-e-Intensa disse...

Bom CarOOl !
Olha discutir sobre música comigo é complicado, pq não tenho porte pra isso...Só sei do que gosto e do que ouço né? Aí assim, tenho um gosto meio "brega" pq minha mãe seeeempre colocou seus discos de vinil para tocar e eu sempre a acompanhei, portanto...concordo plenamente com com suas palavras e sim é pra chorar, é triste...
Prefiro muito mais um...
" Não, eu não consigo acreditar no que aconteceu..." rsrsrs

BeijOs !