sexta-feira, 20 de junho de 2008

Dois que se tornam um


Enquanto elas tricotam, eles tomam cerveja;
Enquanto elas falam sobre roupas e idas ao salão de beleza,
Eles voltam suados e fedidos do futebol.
Se elas dizem sim, eles dizem não; Se elas dizem não, eles dizem sim.
Se ela quer uma noite romântica, ele prefere uma noitada no bar;
Se ela quer uma noitada no bar, ele pede por um romance.
Se são os amigos dele vocês vão, se são os dela talvez sim, talvez não.
Se ela quer chuva, ele prefere o sol; Se ela gosta de mpb, ele prefere a distorção.
Se é assim ela reclama, se é assado é a vez dele reclamar.
Se ela vai ele não gosta, se ele vai ela não pode opinar;
Se ela tá errada chora, se ele tá errado não se importa, mas se beber, chora.
Se em um Gol cabem quatro, em um Fusca cabem cinco.
Se ela quer um menino ele quer uma menina.
Se a cortejam ele se enciúma, se o cortejam ela grita.
Bola-quadrado; pé-mão; céu-inferno; rancor-perdão; muito amor-pouco amor;
apego-desapego; sol-chuva; guitarra-violão; televisão-cinema; amor-ódio.

Se ela precisa dele, é porque ele também precisa dela. Se ela é tão diferente dele e ele tão diferente dela quando em sua guerra dos sexos é simplismente porque quando juntos, a sós, ela é só dele e ele é só dela.

Ela é tão ele e ele é tão ela.
A metade de 2 é igual a 1.
Dois que se tornam um.



Fiz esse texto há uns dois anos. Me inspirei em quem mais me inspira.
Hoje certas coisas entre nós e que estão neste texto mudaram, mas a inspiração não, ele sempre me inspira algo novo...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Coisas que me deixam arghhhhhh!



1. papel higiênico em cima da pia

2. quando usam a minha toalha

3. quando uso a toalha dos outros

4. domir depois da meia noite em dia de semana

5. cocô na privada

6. música chata em volume alto

7. segurar o número dois (rs)

8. não voltar pra casa em menos de 8 horas - a não ser que eu esteja viajando

9. não tomar banho de manhã

10. ficar mais de dois dias sem lavar os cabelos

(não necessariamente nesta ordem, tudo depende do dia e do meu estado de espírito! rs)

domingo, 15 de junho de 2008

Panis, Circensis et... música boa?

De um lado ouvimos batuques alucinantes, de outro, ritmos eletrônicos que parecem já vir com luzes de boite embutidas, há também os riffs e solos cheios de sentimentalismo e as letras sobre bebedeiras e coisa e tal.
Não importa o que você mais gosta. Importa que música é música! Tudo bem se você gosta de forró universitário e seu vizinho do POP dos anos 80. Gosto musical variado não é o problema, o que atrapalha o cenário da música atual é justamente a falta de novidade e qualidade.
A música do século XXI não tem o mesmo sabor de originalidade que houve ao longo dos anos 60 e 70, por exemplo. Nesta época, o Brasil contava com sons psicodélicos e cheios de experimentalismo, com grupos como Os Mutantes, Secos e Molhados e A Bolha, além de “macacos velhos” como Caetano Veloso e Gilberto Gil, que já haviam assustado a massa conservadora da época com a Tropicália. Além disso, o brasileiro ainda podia se esbaldar com a Jovem Guarda de Roberto e Erasmo Carlos e com a sinceridade da Bossa Nova de Tom Jobim. Eram tempos de glória para o Brasil, afinal, o país estava modelando uma cultura permanente.
E hoje, o que temos tão pitoresco? No cenário popular temos alguns nomes de sucesso em cada estilo musical que se ouve no país. Suficiente? Talvez não. Não basta termos músicos que fazem sempre a mesma coisa e que são reconhecidos por isso. Existem bandas e cantores de qualidade no país, mas estes preferem ficar no anonimato ou no cenário “discreto” da música. Muitos músicos iniciam suas carreiras com muita qualidade e ao receberem o prestígio da fama acabam por ficar na mesmice, por medo de serem esquecidos. É por isso que a qualidade do que se ouve nos anos 2000 vai de mal a pior: os músicos, em sua maioria, não se preocupam em tentar acostumar os ouvidos dos desacostumados com melodias de qualidade, como se fazia há algumas décadas. É muito mais fácil “criar” aquilo que é fácil de engolir e não pede por mais de dois plays para grudar na memória feito chiclete duro!
Como já foi dito, gosto musical não se discute, mas a qualidade do que está sendo feito... ah, isso se discute sim! Afinal, já dizia a musa inspiradora dos teens do Brasil, “é ou não é pra chorar, é ou não é pra.. diz você!”.
Créditos ao Jean! (Foi ele quem me apresentou a banda A Bolha e que contribuiu com informações importantes! - Gracias)